domingo, 6 de fevereiro de 2011
Dando significado às aprendizagens e sentido à escrita
A turma do 3º ano, da professora Cristina, da Póvoa da Galega, envolveu-se num projecto de escrita de uma história partindo da estrutura narrativa através da elaboração de cartas para o Baú dos contos... a sua caixinha de cartas ficou assim mais rica.
Este pequeno projecto passou pela chuva de ideias colectiva, pela construção das cartas, pela planificação do texto e pela textualização a pares. Só depois foi seleccionado um texto para revisão colectiva.
Aqui o material multimédia ajudou. O texto foi melhorado.
Trabalhou-se depois afincadamente toda a parte da apresentação oral.
Foi ainda elaborado um convite para a turma do 2º ano.
E no dia da apresentação estava tudo preparadinho.
Todos os passos foram mostrados, desde a caixinha com as cartas, até ao produto final. E para terminar foi lançada uma sementinha para a outra turma: a história foi oferecida, devidamente ilustrada para que os alunos do 2º ano a pudessem ler e colorir devidamente.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Estrutura do Baú dos contos

“Não se aprende a escrever por um caminho único e linear, num percurso com hora de partida e de chegada. Parte-se sempre sem saber exactamente quando e onde se chega. E chega-se sem se saber bem se se avançou ou se recuou. Importante é continuar viagem…”
Amor, referido por Fernando Azevedo, (2009)
Contextualização
Os nossos alunos apresentam dificuldades no uso de técnicas básicas de organização textual, na produção de textos narrativos. Apesar de incorporarem os elementos da narrativa e de organizarem o seu texto identificando as diferentes etapas de desenvolvimento – introdução, desenvolvimento e conclusão -, nem sempre o fazem de forma satisfatória, revelando ainda graves lacunas na competência textual.
Só compreendendo a complexidade que o texto narrativo apresenta se poderão definir estratégias mais concretas e que visem a aquisição da sua estrutura. Uma intervenção centrada no desenvolvimento da competência textual narrativa dos nossos alunos exige que se lhes defina claramente a sequência narrativa onde a personagem, de acordo com Beaugrande (1980), referido por Fernando Azevedo (2006), se assume como grande marcador. É em redor da personagem que a trama se desenvolve e é a partir da sua localização no espaço e no tempo que se define um objectivo e se procura uma estratégia para o atingir.
Estratégias:
Partindo da necessidade de explicitar o esquema formal da narrativa, propusemo-nos desenvolver um Plano de acção, a partir da exploração de histórias e de textos narrativos, num processo que implica a criação de cartas para o Baú dos contos, a elaboração de mapas de histórias e o estabelecimento de redes semânticas para enriquecer o léxico e estabelecer conexões entre as palavras.
Este processo iniciou-se no 1º período com a apresentação de várias obras cobrindo-se um leque diversificado de actividades à volta do livro.
Neste momento decorre a criação de uma história partilhada entre o grupo de 4º ano, envolvendo vários estabelecimentos.
